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No dicionário, como sinónimo de natureza virgem deveríamos encontrar Madre de Dios. Localizada no Este do Peru, é a zona amazónica por excelência. Aqui podemos encontrar alguns dos lugares mais virgens do planeta, apesar de haver reservas de ouro ainda não exploradas. Os seus lagos e as suas paisagens tornaram esta zona num referente para os milhares turistas de mochila às costas que todos os anos viajam ao país em busca de enclaves que não tenham sido alterados pelas mãos do homem.
Mas Madre de Dios conta também com belas cidades. Puerto Maldonado é a porta de entrada para o Amazonas e ao mesmo tempo um lugar excelente para conviver com os seus habitantes e desfrutar a sua cortesia e amabilidade. Tal como em Ica, aqui também podemos contemplar os melhores pôres-do-sol do país, com a peculiaridadae que os de Madre de Dios se misturam com as neblinas próprias da zona. Viaje a este paraíso natural e viva momentos únicos!


Entrar nesta cidade perdida a 2.430 metros de altura permite conhecer o antigo coração do Império Inca. A sua beleza é espectacular e mais ainda se nos atrevemos a madrugar par assistir a um inesquecível amanhecer nos Andes. Passear entre os seus templos e muralhas de pedra introduz-nos num passado lendário em que a natureza se fusiona na perfeição com a história de uma grande civilização, a Inca. Machu Picchu é considerado um centro político, religioso e administrativo, mas também como uma cidade sagrada repleta de mistério. Foi construída no século XV por ordem do inca Pachacútec, mas foi apenas no início do século XX quando o explorador norte-americano Bingham o deu a conhecer realmente ao mundo. A sua importância histórica e cultural fez com que fosse declarado Património Cultural e Natural da Humanidade. Para visitá-lo é imprescindível ir de manhã cedo e bem equipado com calçado confortável, chapéu, repelente de insectos e água.

Nos Andes Centrais encontramos o complexo arqueológico de Chavín de Huántar. Chavín é uma das culturas mais importantes do Peru na etapa pré-inca e deixou parte do seu legado nesta zona já que era um ponto de peregrinação para os seus membros. Foi construída entre 1200 e 800 a.C. Entre os seus restos podemos contemplar um labirinto subterrâneo de corredores e câmaras, bem como estruturas como o Templo Velho, o Templo Novo, a Pirâmide Tello ou as Cabezas Clavas. A sua beleza é comparável à sua história e, por este motivo, foi eleito Património Mundial pela UNESCO. Nas proximidades deste complexo está localizado o Museu Nacional de Chavín, onde estão guardadas as antigas cabeças talhadas que outrora adornavam os muros do templo.

O Parque Nacional Huascarán é um autêntico espectáculo da natureza localizado no norte do Peru. Consta de uma das áreas com maior diversidade biológica e cultural do país e nele está o pico mais alto do Peru, o Huascarán, com 6.768 metros sobre o nível do mar. Por este motivo foi declarado Património Natural da Humanidade e Reserva da Biosfera pela UNESCO. A foto mais repetida é a sua cordilheira branca, a cadeia montanhosa tropical mais alta do mundo, completamente coberta de neve reflectida no azul turquesa da água das suas lagoas.
ACTIVIDADES
Dentro do parque temos inúmeras actividades à nossas disposição: visitar um dos seus 660 glaciares e 300 lagoas, praticar desportos de alta montanha. É uma zona incomparável para praticar escalada, realizar rotas de bicicleta ou simplesmente fazer trekking e desfrutar a natureza. Isso sim, contratando previamente um guia autorizado que conheça bem a zona.

Cusco é a porta de entrada na capital do antigo Império Inca. Cruzá-la é chegar ao Vale Sagrado, repleto de ruínas que lhe conduzirão à maior atracção do Peru, o Machu Picchu. mas esta localidade tem muito mais para oferecer: uma arquitectura pré-colombiana, repleta de muros e palácios, que combinam com as posteriores igrejas e casas barrocas lhe deram um carácter especial, motivo que lhe levou a ser declarada em 1983 Património Cultural da Humanidade. Passear pelas suas ruas é um prazer para os sentidos, bem como conhecer as tradições andinas das suas gentes no mercado de San Pedro ou nas zonas de San Jerónimo e San Blas, um bom lugar para contemplar como trabalham os artistas herdeiros da afamada Escola Cusqueña nas suas casas-oficina.
GASTRONOMIA
Cusco também oferece a possibilidade de comer numa picantería, uma espécie de restaurante caseiro informal e deliciar-se com um prato de cuy e de chiriuchu bem hidratados com uma chicha amarilla, um cerveja elaborada à base de milho. Não podemos esquecer-nos que estamos a 3.362 metros de altitude e que é necessário descansar e hidratar-se bem ao longo do dia.

Qhapaq Ñan é também conhecido como o Caminho Inca e é o trilho mais famoso da América Latina. Percorre a sua zona oeste, unindo 6 países diferentes, do Equador ao Chile, passando pelo Peru e foi declarado Património Mundial pela UNESCO. Hoje em dia podemos fazer excursões de 2 a 4 dias com noites de acampamento incluídas. Só assim podemos conhecer no seu máximo esplendor alguns dos pontos mais emblemáticos desta rede de caminhos realizada pelos incas e cujo objectivo foi unir económica, social e administrativamente as localidades de Tawatinsuyu nesta zona dos Andes.
A maioria das rotas partem do km 82 da estrada de Aguas Calientes e é imprescindível levar todo o equipamento de trekking adequado já que passará muitas horas a caminhar e muitas vezes com temperaturas extremas. Mas vale a pena o esforço para desfrutar as vistas. Ver a montanha de Llulluchupampa, a espectacular passagem de Huamarmihuañusca, conhecida como 'passagem da mulher morta' a 4.200 metros por cima do nível do mar, as ruínas de Sayacmarca e de Phuyupatamarca e chegar ao magistral Machu Picchu ao amanhecer é uma experiência espectacular que poderá recordar durante toda a vida.

No meio do deserto entre Palpa e Nasca encontramos as misteriosas Linhas de Nasca. São um conjunto de curiosas linhas e geoglifos traçados no chão que são tão grandes que apenas se podem apreciar na sua totalidade do ar ou desde zonas muito elevadas. Há linhas com todo o tipo de formas, tanto geométricas, como de animais e plantas. O seu mistério reside em que nunca foram apagadas, mesmo considerando as inclemências do tempo sofridas ao longo da história nesta zona. Por este motivo, estas linhas continuam a ser um mistério na actualidade apesar dos seus 2.000 anos de antiguidade e que foram declaradas Património da Humanidade em 1994. Para vê-las o melhor é fazê-lo numa avioneta que sobrevoe a zona ou visita a torre de observação no km 424 da estrada Panamericana onde terá vistas de 360º. Ali poderá tirar umas magníficas fotografias dos geoglifos da árvore, da mão e do lagarto.

Localizado entre Cusco e a cidade de Machu Picchu e a 2.700 metros de altitude encontramos o vale do rio Vilcanota, considerado pelos incas o rio sagrado. Por este motivo é conhecido como o Vale Sagrado. De aqui são nativos os indígenas da etnia quechua, que estão em constante contacto com a natureza.
Algumas das suas localidades recebem os turistas de forma activa, para que possam viver em primeira pessoa tal como eles. Além disso, também se tornou famoso por oferecer interessantes rotas de desportes activos como rafting ou escalada.

Umas férias não estão completas sem um bom tratamento relaxante num spa. Cusco conta com modernos centros de wellness equipados com os mais recentes aparelhos tecnológicos que conseguirão que esqueça que todas as suas preocupações e do stress da vida diária.
Estos centros de beleza fusionam na perfeição as últimas tendências em tratamentos com os produtos tradicionais extraídos directamente da natureza para o seu bem-estar. Uma experiência para desfrutar com os cinco sentidos.

Falar do Peru é falar de gastronomia. Em 2014, este país foi eleito o melhor destino culinário do mundo. A sua cozinha é fusão, criatividade, actualidade e herança já que nos seus praços encontramos influências da cozinha espanhola, indígena, africana e também asiática, especialmente da cozinha japonesa.
O ceviche é um atractivo para milhões de turistas, mas também está bem acompanhado por pratos tão saborosos como as papas rellenas e os anticuchos. Para além de provar estas delícias, também poderá aprender a cozinhá-las num curso de cozinha local. Tudo isto acompanhado pela bebida nacional: o pisco sour. Bom apetite!

Peru é também pura natureza. Não podemos dizer que viajámos ao Peru se não visitamos o porjecto de conservação mais ambicioso do país: as Ilhas Ballestas. Albergam colónias de leões marinhos, pinguins de Humboldt, golfinhos e centenas de espécies de aves.
As excursões às Ilhas Ballestas são realizadas em barcos pequenos, os mesmos que realizam um itinerário pelos principais pontos de interesse. Do barco é possível observar impressionantes falésias, a diversidade de fauna e o geoglifo do candelabro, um mistério que poderia ter 2500 anos e que desenhado na areia.

O rocoto é um fruto esteticamente parecido entre um tomate e um pimento vermelho. É utilizado frequentemente nas cozinhas da região sul do Peru para dar sabor os pratos devido ao seu gosto doce e ao mesmo tempo picante. Também é o protagonista principal de um prato saboroso: os rocotos recheados. A receita é simples mas tremendamente efectiva: esvazia-se o interior do rocoto e introduz-se-lhe carne picada, queijo fresco e especiarias e é cozinhado no forno. Tem efeitos muito positivos para o organismo. O seu consumo ajuda a eliminar bactérias do estômago como as que provocam salmonelose, para além de provocar a criação de endorfinas no cérebro. Por isso, comer rocotos torna-nos mais felizes.

É juntamente com o ceviche um dos pratos estrela da gastronomia peruana. Pouco evolucionou a sua elaboração com o passar dos séculos apesar dos avanços tecnológicos e nas técnicas dentro das cozinhas. Isso significa que quem o aperfeiçou o tornou fantástico. Para entender o que é a pachamanca o melhor é acudir à origem etimológica da palavra: provém da língua quechua, em que "pacha" significa terra e "manka", panela. Assim, pachamanca significa "panela de terra". A pachamanca é cozinhada num forno repleto de pedras a grande temperatura e muitas vezes esse forno é artesanal, feito ao cavar um buraco na terra. Os ingredientes são abundantes e requerem uma maceração prévia com especiarias, que dotam o prato de um sabor muito característico. É elaborado à base de carnes de cordeiro, porco e frango envolvidas em folhas de bananeira, também de cuy, um animal similar ao porquinho-da-índia e que está na moda na gastronomia peruana.

La papa a la huancaína é um prato delicioso, com um molho que lhe fará chupar-se os dedos. O segredo deste prato é o molho e a sua elaboração não é simples, porque é fundamental que esteja consistente e unido e sem grumos. É elaborado com ají moído, leite, azeite e queijo fresco. Todos estes ingredientes para banhar e inundar um tapete de papas sancochadas que dormem sobre um leito de folhas de alface. A apresentação clássica deste prato incorporta azeitonas negras e ovos cozidos partidos pela metade.

O frango na brasa costuma ser assado no carvão ou na lenha após ser marinado com especiarias e cerveja preta. É assado num forno giratório, que permite cozinhar o animal de maneira uniforme. É servido com batatas fritas e diferentes molhos, como ketchup, mostarda ou maionese. Até à década de 1970 era un prato que apenas podia ser adquirido pelas classas altas do país. Mas a partir das últimas décadas do século XX popularizou-se o consumo de frango e, de facto, converteu-se no prato que mais se consome no país. A versão original consistia no frango (cozido nas brasas de carvão e temperado apenas com sal) servido com papas fritas e comido com as mãos.

É fundamental planear a viagem com antecedência se desejamos subir ao Machu Picchu pelo Caminho Inca, porque é preciso pedir uma autorização para transitar por esta via com 6 meses de antecedência. Se não tem esses 6 meses não se preocupe porque há várias alternativas para subir. Por outro lado, tenha em conta que durante o mês de Fevereiro o Caminho Inca está fechado para trabalhos de manutenção.
CAMINHOS ALTERNATIVOS
Nos seus esforços por promover um turismo sustentável, o Governo do Peru limita desde 2004 o acesso ao Caminho Inca para chegar a Machu Picchu e só pode ser percorrido por 500 pessoas por dia. Se não consegue reservar um desses lugares não se preocupe, há mais caminhos alternativos para chegar à cidade. O mais popular é o de Salkantay e junto ao resto de opções é uma verdadeira aventura para o turista porque é frequente ser o único a percorrê-lo e porque é possível interagir com os seus habitantes, que não estão habituados a ver turistas como os do Caminho Inca.
ALTITUDE
É importante ter em conta que alguns visitantes podem sofrer o chamado mal de altura, que se costuma notar a partir dos 2.500 metros. É fundamental aclimatar-se e ter calma.
FUSO HORÁRIO
Peru está no fuso horário GMT -5, isto é, menos 5 horas que em Portugal continental.
ELECTRICIDADE
No que diz respeito à electricidade, muito importante para poder carregar telefones, secadores, carregadores, etc., é preciso ter em conta que a maioria das tomadas são de 220V, mas é melhor comprová-lo antes e pedir informação ao hotel ou no lugar em que nos encontramos. É muito simples comprar pequenos adaptadores em qualquer cidade.

MOEDA
O Novo Sol é a unidade monetário do Peru. Há casa de câmbio de divisas e é possível cambiar moeda na maioria das entidades bancárias e também nos aeroportos. Não é possível pagar em euros mas sim em dólares americanos, que são aceites na maioria das lojas.
GORJETAS
Nos restaurantes, por exemplo, é típico deixar gorjeta. Para calcular aproximadamente é habitual deixar entre 5 e 10% do valor da conta. É possível deixar em numerário ou também com cartão, já que uma grande parte dos estabelecimentos comerciantes e restaurantes aceitam pagamentos com cartões de débito e de crédito.

Se viajamos ao Peru para fazer turismo, podemos estar no país até 180 dias sem necessidade de visto. O único requisito é ter um passaporte em vigor.

Em relação à saúde, todas as cidades principais contam com hospitais modernos e preparados para qualquer eventualidade. De todas as formas é sempre recomendável contratar um seguro médico para a viagem.
Antes de partir devemos ter em conta que as autoridades sanitárias não obrigam a tomar qualquer tipo de vacinas, mas recomendam fazê-lo para prevenir a febre amarela, presente nas zonas amazónicas.