O Grande Percurso da Grécia Clássica

O Grande Percurso da Grécia Clássica

Grécia, 14 Dias · Ao seu gosto de carro

A epopeia por estrada mais completa pelo berço da civilização ocidental

A Grécia é um daqueles destinos que tem de visitar pelo menos uma vez na vida. Berço da civilização ocidental, o país heleno, é um verdadeiro museu ao ar livre que lhe permite rever a longa história da Europa praticamente desde os seus primórdios. Desde as primeiras cidades-estado gregas, passando pelos anos do imortal Alexandre Magno, a conquista romana, a gloriosa época bizantina, o domínio otomano... até chegar aos dias de hoje. Graças a este magnífico roteiro de carro, poderá admirar um país que, apesar de guardar e reverenciar o seu impressionante legado patrimonial, não ficou preso ao seu passado célebre, transformando-se, principalmente depois da Segunda Guerra Mundial, num país moderno e vibrante, num destino turístico de primeiro nível. Cidades que fazem parte intrínseca do imaginário europeu como Atenas, Esparta, Salonica, Corinto, Micenas e Olímpia, entre outras, estão incluídas neste Grande Roteiro da Grécia Clássica para que não perca nenhum recanto deste maravilhoso país mediterrânico. Duas semanas durante as quais poderá, além de admirar os seus célebres monumentos, descobrir o seu bonito ambiente natural, como o omnipresente Monte Olimpo, e provar uma gastronomia saborosa e variada, influenciada pelas diferentes culturas que já assentaram ou dominaram estas terras repletas de mitos e lendas milenares. Os milhões de pessoas que visitam a Grécia todos os anos para aproveitar os seus muitos pontos de interesse, não podem estar enganadas.

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O Grande Percurso da Grécia Clássica
Arqueológicos
Culturais

Datas de Partida:Partidas de julho 2026 Até junho 2027

partidas desde:Lisboa, Porto

Itinerário da viagem

Cidade de origem - Atenas

Dia 1: Saída do voo da cidade de origem até Atenas e recolha do carro alugado. Aqui começa a sua aventura em solo grego! Dependendo da hora a que chegar, organize o seu horário de forma a visitar alguns dos locais mais emblemáticos da capita da Grécia. Tenha em conta que aproveitaremos para visitar a cidade de Atenas e os seus arredores amanhã. Bem-vindo ao berço da civilização! Quando visitar a cidade vai ter a sensação de que está a ler um livro de história, pois cada recanto tem séculos de existência. Desde já avisámo-lo de que deverá ser paciente, pois na maioria dos monumentos é normal haver filas. Uma das opções será adquirir os bilhetes previamente ou comprar os pacotes de bilhetes de vários monumentos, que são vendidos em conjunto. E o outro é deixar para o próximo dia às 8:00 da manhã. Desta forma, conseguirá otimizar o seu tempo e evitará filas. Começamos a visita a descobrir a sua incrível Acrópole, um dos monumentos históricos mais importantes do mundo. Declarada Património da Humanidade pela UNESCO, foi nomeada como uma das Sete Novas Maravilhas do Mundo. Olhar para cima e descobrir a sua imponência é algo impressionante. Este monumento foi construído durante o século V a.C. e acolhe alguns dos monumentos mais famosos de Atenas, como o Erecteion, os Propíleos e o Templo de Atena Niké, entre outros. O mais importante de todos é o Pártenon, o grande símbolo de Atenas e de toda a Grécia. É um edifício que domina o topo da Acrópole há mais de 2500 anos e é uma obra-prima da arquitetura clássica. Este templo, de estilo dórico e jónico, foi dedicado à deusa Atena, a protetora da cidade. Passeie calmamente por esta colina e deixe-se levar pela sua imaginação em cada arcada, em cada coluna e em cada templo. Consegue imaginar como era a vida neste local antes de se tornar em ruínas? Será certamente desta forma que ficará com uma imagem mais real do que elas significam. Poderá seguir nessa linha ao chegar à Ágora Antiga, situada ao lado da Acrópole e que era o local comercial, político, religioso e social da cidade. Este era o local onde eram votadas as leis, realizados julgamentos, vendidos produtos de artesanato... Foi aqui que nasceu a democracia, sendo também o local onde caminharam filósofos famosos como Sócrates ou Platão. Aqui encontra-se igualmente o Museu da Acrópole que é o mais importante do país e onde poderá observar as verdadeiras cariátides da Acrópole, colunas esculpidas com formas femininas. Para saborear os pratos típicos da gastronomia grega, recomendamos-lhe o bairro de Plaka, conhecido como "o bairro dos deuses" devido à sua proximidade com a área arqueológica. É o bairro mais antigo e animado da cidade. A partir deste local, poderá tirar uma das fotografias mais típicas de Atenas, com a Acrópole em fundo, pois encontra-se na parte baixa da sua colina. Os restaurantes estão normalmente abertos até tarde.Por isso, pode chegar a qualquer hora para provar um dos pratos mais famosos da Grécia: a moussaka, uma espécie de lasanha com carne picada, beringela e tomate. Alojamento em Atenas.

Atenas

Dia 2: Recarregue energias através de um magnífico e completo pequeno-almoço grego, com cereais, frutos secos, tostas e iogurte tradicional, pois hoje terá de aproveitar o dia para ver o melhor da cidade. Recomendamos que comece a visita no Teatro de Dionísio, que foi o maior teatro da Grécia Antiga. Hoje poderá contemplar alguns degraus no meio de uma colina verde aos pés da Acrópole, que recordam parte do seu antigo esplendor. Imagine as grandes tragédias representadas neste anfiteatro, como as obras de Sófocles, Eurípides e Ésquilo... Muito próximas daqui encontram-se a Ágora Romana e a Torre dos Ventos, que era utilizada como relógio público solar e hidráulico. Assim como a Biblioteca de Adriano, conhecida como a "biblioteca das cem colunas".Esta biblioteca foi mandada construir pelo Imperador Adriano, que cedeu à mesma a sua grande coleção de livros. Ele acreditava que, desta forma, ganharia o respeito dos atenienses. Atualmente é onde repousam os seus restos mortais e terá de puxar pela imaginação para imaginar a sua construção em 142 d.C. Caso ainda tenha tempo, poderá visitar o Museu Arqueológico de Atenas. Poderá encontrar aqui a maior coleção de esculturas gregas clássicas, bem como muitas antiguidades encontradas em escavações, como a máscara de Agamémnon. Deixando para trás as ruínas, dedicaremos o dia a conhecer a ancestral gastronomia grega. É o dia ideal para desfrutar de um gyros, um pão pita com carne assada, tomate, cebola e molho. É fácil de encontrar, pois é vendido nos restaurantes e nas barraquinhas de comida take-away. Entre as suas sobremesas tradicionais, é obrigatório experimentar o bougatsa, uma sobremesa que leva carne picada, natas e queijo, e os diples, pastéis feitos com mel, frutos secos e canela. E Atenas representa isto mesmo, desfrutar das suas saladas e queijos, misturar-se com os seus amáveis habitantes, saborear o seu ambiente mediterrâneo e passear pelas suas ruas típicas, sempre cheias de vida. Se lhe apetecer fazer compras, então dê um passeio pelas ruas Ermou, Stadiou e Panepistimiou. Por entre tanta história, recomendamos que passeie pelas ruas da capital grega, sobretudo pelo bairro de Monastiraki, onde é impossível perder o seu evento característico, o Flea Market. Este mercado está repleto de vendedores, tanto no interior do bairro como nas suas ruas circundantes.É o melhor lugar para comprar frutos secos, queijo e pão, caso queira fazer um lanche durante o dia. Em seguida, poderá ir em direção ao Jardim Nacional de Atenas. Um pouco antes, chegará à Praça Syntagma e ao Parlamento. Aos seus pés encontrará o Monumento ao Soldado Desconhecido. É aqui que se celebra, diariamente e sempre com pontualidade, o popular render da guarda. Esta é a melhor forma de ver os soldados da guarda presidencial grega a desfilarem com o seu traje tradicional. Estes guardas, conhecidos como "evzones", são os responsáveis por guardar o túmulo do soldado desconhecido. É possível tirar uma fotografia com um destes guardas por detrás do Parlamento, na rua Irodou Attikou. Ali, existe sempre algum guarda que estará disposto a fazer parte das recordações da sua viagem. Em seguida, poderá dirigir-se ao Templo de Zeus Olímpico e ao antigo Estádio Olímpico Panatenaico. Caso ainda não saiba, este foi o estádio escolhido para realizar um dos primeiros Jogos Olímpicos da história. Gostaria de terminar o dia a assistir ao melhor pôr-do-sol de Atenas? Basta subir ao monte Licabeto e sentar-se a contemplar o pôr-do-sol em frente à capela de São Jorge. Poderá ver, a partir daqui, a forma como o sol desaparece entre as montanhas. (Nota. Se viajar durante o verão e quiser fugir um pouco do calor da cidade ou se viajar no inverno e lhe apetecer ver o mar, então aconselhámo-lo a realizar um passeio até a um local mágico, o templo de Poseidon no cabo Sunion). Alojamento em Atenas.

Atenas - Corinto - Nauplia

Dia 3: Deixando Atenas para trás, começaremos a viagem rumo ao Peloponeso, uma península do sul da Grécia repleta de florestas, montanhas, praias e cidades históricas como Micenas, Epidauro ou Corinto. A primeira coisa que faremos é conduzir durante uma hora em direção a oeste. Prepare-se para atravessar o famoso Canal de Corinto! Vale a pena parar e tirar uma fotografia a este canal que une o Mar Egeu e o Mar Jónico e que é atravessado, anualmente, por mais de 10 000 barcos. Uma obra de engenharia que separa a península do Peloponeso e o continente europeu, cuja construção evitou que os barcos fizessem um desvio de mais de 400 km, uma vez que teriam de contornar esta península. Esta ideia de criar um canal para reduzir o tempo de viagem e o consumo de combustível surgiu no século VII a.C. pela mão do imperador romano Nero, contudo não foi posta em prática até ao século XIX. A nossa paragem seguinte será em Corinto, um local estratégico que foi foco de disputas entre os grandes impérios da antiguidade. De facto, estas disputas têm lógica, pois era a partir daqui que se efetuava o controlo do tráfego entre África e o Peloponeso, assim como entre os dois mares anteriormente citados. Caso pretenda conhecer o que resta do seu esplendor histórico, terá de se afastar cerca de 6 km da cidade atual de Corinto. (Nota. Poderá estacionar de frente para a entrada da área arqueológica.Caso não encontre estacionamento aqui, existe outro parque gratuito a cerca de 400 metros). No interior desta área arqueológica, poderá observar as sete colunas do templo de Apolo, construído no ano de 550 a.C. e que permanecem ainda de pé, a fonte de Pirene e as ruínas da ágora e do mercado romano. No centro, irá descobrir uma plataforma construída em mármore azul e branco e que era conhecida como bema. Esta plataforma era uma espécie de tribunal, pois eram aqui proferidas muitas sentenças. Para além disso, conta-se que foi neste púlpito que São Paulo se dirigiu aos coríntios. Certamente que já terá ouvido falar das famosas epístolas aos coríntios escritas por este santo, que viveu nesta cidade durante dois anos. Caso pretenda seguir os seus passos, também poderá visitar o porto de Kenchreai, local onde o santo terá desembarcado. Não poderá perder igualmente o Acrocorinto, a acrópole da antiga cidade. Esta acrópole encontra-se no alto de uma montanha e estava rodeada de muralhas, pois era utilizada na época como fortaleza e como centro religioso. Este era o local onde se fazia o culto à deusa Afrodite.Contudo, converteu-se igualmente na última linha de defesa do sul da Grécia. Demore o tempo que desejar, desfrute do passeio e, sobretudo, das vistas a partir do topo. Levará, sem dúvida, uma bela fotografia para casa. Continuaremos a viagem de automóvel durante cerca de 50 minutos, até chegarmos a Nafplio, em Nauplia, a antiga capital do país entre 1829 e 1834. Esta cidade é conhecida como "a cidade dos quatro fortes".Este nome deriva do facto de ser possível ver quatro construções criadas para defender a cidade dos ataques. Recomendamos-lhe uma visita ao Forte de Palamidi, construído sobre um gigantesco penhasco com 220 metros de altura, pois terá umas vistas fabulosas sobre a cidade a partir daqui. Aconselhámo-lo a subir até ao forte de automóvel, caso pretenda evitar as mais de 900 escadas que dão acesso ao topo. Contudo, existem igualmente fortalezas junto ao mar. Falamos da fortificação de Bourtzi, situada numa ilhota a 300 metros da costa, tendo sido construída pelos venezianos para controlarem a zona marítima e defenderem-se dos ataques dos turcos. É possível visitá-la.No entanto, para isso, terá de comprar um dos bilhetes de barco que o levarão até ao local. Relativamente à parte mais antiga da cidade, é importante saber que a mesma é apenas pedonal. Nesse caso, terá de deixar o carro nos parques de estacionamento existentes e caminhar até chegar a esta zona. Enquanto caminha, irá observar as belas ruas com casas do estilo veneziano e com plantas e flores colocadas entre as típicas tabernas gregas.Nestas últimas, poderá provar o saboroso peixe seco. E para fazer a digestão, nada melhor do que um copo de ouzo, uma bebida típica com sabor a anis. Alojamento em Nauplia.

Nauplia - Micenas - Epidauro - Nauplia

Dia 4: Durante o dia de hoje continuaremos a explorar o Peloponeso. A meia hora do norte e situada a sul do golfo de Argos encontra-se Micenas.Segundo a mitologia, esta cidade foi fundada por Perseu, filho de Zeus e Danae. Esta cidade era tão importante na Grécia Antiga, que deu nome ao período Micénico, o período predominante no país no segundo milénio antes de Cristo. É igualmente a cidade dos aqueus, povo que era o protagonista da famosa obra de Homero, "A Ilíada". Durante séculos esta cidadela lendária foi uma fonte inesgotável de descobertas. Entre os seus monumentos mais importantes encontra-se a Acrópole, um recinto de muralhas tão impressionante que, segundo a mitologia grega, as suas pedras teriam sido movidas por ciclopes. Ficará atónito só de entrar pela famosa Porta dos Leões, cujas figuras com 3 metros de altura formam a escultura mais antiga da Europa. E datam de 1250 a.C. Também é imprescindível que visite os vários túmulos reais, como o tesouro de Atreu, um túmulo circular ao qual é possível aceder através de um corredor de pedra escavado na colina. Segundo alguns arqueólogos que o estudaram, acredita-se que este poderia ser o mesmo o túmulo de Agamémnon. Muitos dos objetos recuperados durante as escavações deste local arqueológico encontram-se expostos no museu adjacente.Assim que tiver tempo, poderá sempre visitá-lo. Caso contrário, aconselhamos que siga em direção a Epidauro, que fica a uma hora de automóvel. Se existe um teatro no mundo de visita obrigatória devido à sua grandeza, esse é o teatro de Epidauro.Trata-se de um dos grandes tesouros arqueológicos da época clássica grega. Ver as suas bancadas, com capacidade para 15 000 pessoas, rodeadas pela natureza, irá deixá-lo sem palavras. De facto, até mesmo os especialistas em som ficam sem elas quando testam a espetacular acústica do teatro durante alguma peça ou concerto. Deve-se ao facto de ter sido utilizada a proporção áurea na sua construção. Diz-se mesmo que é possível escutar qualquer pessoa do público a sussurrar a partir da última fila.Se não acreditar, poderá fazer o teste ao visitá-lo. Contudo, este teatro colossal não é o único que encontraremos em Epidauro, pois faz parte de um conjunto arqueológico maior e conhecido como o Santuário de Asclépios, declarado Património Mundial pela UNESCO. Este santuário começou por ser um conjunto de templos dedicados ao deus da medicina e acabou por se transformar numa espécie de hospital. Após a visita, dê uma escapadinha rápida até à pequena povoação em frente ao mar e ao lado das ruínas, coma algo e tome um maravilhoso banho. Já pode voltar ao roteiro e regressar a Nauplia para passar a noite. Alojamento em Nauplia.

Nauplia - Mistrá - Esparta - Kalamata

Dia 5: Regresse à estrada e siga em direção à imortal Esparta (Sparti), a pouco menos de duas horas em direção a sul. Recomendamos-lhe uma visita prévia à antiga cidade muralhada de Mistrá (Mystrás), do século XIII, o maior centro cultural da Grécia durante a Idade Média. Localiza-se a cerca de 6 km a oeste de Esparta e alberga um importante legado monumental da época, uma herança declarada Património da Humanidade pela UNESCO em 1989. Inúmeras Igrejas, Mosteiros e fortes bizantinos formam a importante "Estação Arqueológica de Mistrá", embora o de maior destaque seja o mosteiro de Santa Maria Peribleptos, ou Theotokos Peribleptos. Construído em meados do século XIV, a Igreja principal do complexo monástico conserva frescos maravilhosos que remontam aos anos compreendidos entre 1348 e 1380 e são os principais exemplos sobreviventes da última fase da pintura bizantina. Quando estiver pronto, continue até à moderna Esparta, que se ergue no mesmo local onde a antiga e histórica Esparta se situava. Não perca o Museu Arqueológico, localizado no centro da cidade; a Catedral Ortodoxa, localizada na parte sudoeste; e o túmulo de Leonidas I, ou Leonidaion, no extremo noroeste, muito próximo das ruínas da antiga polis. Se entrar pela porta sul da Acrópole, chamada Lakedaemonia, vai encontrar de imediato a Rotunda, o Teatro e o Templo de Pallas Atena, a deusa da guerra e da justiça, entre outras coisas. Se sair pela porta norte, vai descobrir os restos das primeiras muralhas da cidade, a Heroon e o Altar de Licurgo, personagem responsável pela reforma da sociedade e da constituição espartana. A leste, por sua vez, fica o Santuário Ortia Artemisa, onde fragmentos de cerâmica confirmam e testemunham a sua existência desde o século IX a.C. Esparta está localizada no coração da região agrícola do Vale do Eurotas, onde são produzidos excelentes citrinos e azeitonas. A sua proximidade do mar permite oferecer uma grande variedade de receitas à base de peixe, como salmonetes (barbounia), pargo (fagrí), robalo (litrini) e lagosta (astakós), que quando servida com massa se torna num delicioso prato chamado "astako" makaronáda". O seu próximo destino é Kalamata, situada a leste de Esparta, nas margens do mar Jónico. Para lá chegar, deve apanhar primeiro a A71 e depois a A7, num trajeto de pouco mais de uma hora ao volante, com um ligeiro desvio para norte, para depois chegar ao litoral. Mencionada pelo célebre Homero na sua Ilíada como a cidade de Pharae, Kalamata oferece a mistura perfeita entre história, turismo, sol e praia. No primeiro ingrediente, destaca-se o castelo medieval, construído por Godofredo Villehardouin em 1205. As suas alterações sucessivas deixaram-no com o magnífico aspeto que apresenta nos dias de hoje, uma combinação extraordinária de estilos bizantino e turco. O leão de São Marcos veneziana vigia a sua entrada e os numerosos vestígios do passado romano e micénico que o seu recinto amuralhado protege. Em direção a norte, irá encontrar o pequeno templo bizantino consagrado à Virgem Maria de Kalomata, a origem do nome da cidade. Por outro lado, a Mansão Benaki acolhe o maravilhoso Museu Arqueológico de Kalamata, onde são exibidos todo o tipo de descobertas retiradas das jazidas que enchem os arredores do castelo. Por outro lado, o Museu Folclórico centra-se em eventos mais recentes, por exemplo, no período da Guerra da Independência entre 1821 e 1832 contra o domínio do Império Otomano. No entanto, como também já referimos, Kalamata não se resume à sua história. A zona mais moderna da cidade oferece todas as comodidades de um destino turístico de primeiro nível, uma vez que Kalamata é famosa pelas suas belas praias, o seu importante porto (repleto de veleiros e cruzeiros turísticos), e os seus cafés e restaurante ao ar livre. Na verdade, ao anoitecer, as tabernas e restaurantes do passeio marítimo abrem as suas esplanadas para que os habitantes locais e os visitantes possam usufruir de um serão encantador junto à linha costeira. Propomos um jantar ao mais puro estilo da região de Messénia. Para entrada, a excelente azeitona "kalamata", uma azeitona grande e negra com uma textura suave e carnuda. Para prato principal, a "gurunopula", uma receita muito típica da comarca a base de porco assado muito lentamente. E, para sobremesa, "pasteli", uma espécie de barra de cereais com sésamo e mel, muito conhecida pelas suas propriedades saudáveis. Uma delicia! Alojamento em Kalamata.

Kalamata - Modona - Pilos - Basas - Olímpia

Dia 6: Deve levantar-se cedo e pôr-se a caminho de Modona (Mehoni), a pouco mais de uma hora a oeste de Kalamata. Situada na costa ocidental da península de Peloponeso, vale a pena chegar a Modona para admirar a geografia maravilhosa onde se situa e os monumentos que a engalanam. Este recanto privilegiado do Egeu alberga um porto natural espetacular e umas paisagens bonitas e pitorescas, com praias eternas como a de Lampes, situada a cerca de 4 quilómetros a sudeste de Modona. Uma visita obrigatória é ao Castelo de Methoni, uma enorme fortaleza medieval construída no século XIII pelos venezianos. Ocupa a ilhota de Bourtzi, à qual é possível aceder através de uma pequena ponte e onde se ergue uma importante torre defensiva octagonal, e toda a zona do cabo, que está coberta por uma acrópole fortemente fortificada. Um destino simplesmente inesquecível. Regresse à estrada e dirija-se para norte, até chegar a Pilos, a apenas um quarto de hora de distância de carro. Esta localidade atrativa de pescadores irá cativá-lo com a sua beleza singular. Não se trata apenas de outra aldeia idílica que surge no Mar Egeu, mas sim uma verdadeira joia e um dos exponentes máximos da forma não só de construir, mas também de entender a vida tão característica desta região. Além disso, é a terra natal do mítico rei Nestor, um dos argonautas que participou na guerra de Troia. As suas casas baixas de um branco puro e espetacular, e as dezenas de barcos de pescadores decorados com cores vivas, recebem os turistas assim que chegam a Pilos, onde reina a tranquilidade. Comece a visita pelo porto, que se abre na mesma praça principal com pórticos de Pilos, e em cujo centro de ergue um monumento dedicado á Guerra de Independência da Grécia. Continue pelo Niókastro, uma fortaleza turca erguida em 1573, que oferece, das suas muralhas belas vistas panorâmicas de toda a cidade, da baía e da ilha de Sfaktiría; o Paliókastro, um castelo erguido pelos francos em 1278, com a chamada gruta de Nestor a seus pés; e o Museu Arqueológico, onde são expostos tanto objetos das épocas pré-histórica e micénica como recordações do conflito pela independência. Continue para norte e faça uma paragem no sítio arqueológico de Basas (Bassae), situado a 2 horas por estrada desde Pilos pela EO9. Lá, poderá admirar o majestoso templo dórico de Apolo Epicurio, declarado Património da Humanidade pela UNESCO em 1986. Descoberto em novembro de 1765 depois de passar séculos no esquecimento, é obra de Ictinos, e foi datada entre o ano de 450 a.C. e inícios do século IV a.C. Encontra-se protegida por um toldo gigantesco que a cobre completamente e é um dos templos da Grécia Clássica que está melhor conservados no país. Não se esqueça de tirar fotografias para não perder um único detalhe deste monumento maravilhoso. Faça o trajeto em direção a Olímpia, que se encontra a uma hora e meia de distância para noroeste a partir do local arqueológico de Basas. Certamente que o nome lhe soa familiar. É normal, já que foi nesta cidade que foram realizados os primeiros Jogos Olímpicos há cerca de 3000 anos.Atualmente, ainda é símbolo de fraternidade entre os países de todo o mundo. Se é daqueles que não perde pitada sobre a história da Grécia, então este local é de visita obrigatória. Ainda é possível observar o estádio, com uma pista de 192 metros de comprimento, onde foi realizada a primeira competição. Atualmente ainda se acende a tocha olímpica de quatro em quatro anos, como antigamente. Os primeiros Jogos Olímpicos foram dedicados a Zeus.Por esta razão, o Templo de Zeus se encontra situado ao lado, juntamente com a sua estátua, uma das Sete Maravilhas do mundo antigo. Poderá igualmente ver parte do atelier do escultor Fidias e o templo de Hera. Imagine os primeiros atletas olímpicos a prepararem-se para disputar a competição perante mais de quarenta mil pessoas! Não parta sem tirar primeiro uma fotografia na linha de partida. Se quiser mesmo compreender qual foi o significado de Olimpia, então o melhor será visitar o Museu Arqueológico da cidade. Aqui, poderá ver algumas das obras mais importantes da arte clássica. Graças ao seu automóvel de aluguer, poderá explorar todas as zonas circundantes de Olimpia sem pressas e ao seu ritmo. Ao volante, aguardam-no terras férteis, vales e montes salpicados de vinhas, lagos repletos de juncos e ovelhas a pastar junto deles. Uma paisagem rural inesquecível. Se quiser comer algo, passe pela avenida principal da cidade.Aqui, encontrará todo o tipo de restaurantes, onde poderá continuar a saborear novos pratos da gastronomia grega. Este é o momento de experimentar os keftedes (bolas de alho francês, grão-de-bico e tomate) e o polvo ou as lulas grelhadas. Alojamento em Olímpia ou na região.

Olímpia - Patras - Arta - Janina

Dia 7: Chegou a altura de se despedir do colorido Peloponeso, atravessando a espetacular Ponte de Rion-Antirio, uma maravilha moderna que contrasta com o incalculável património monumental e histórico da Grécia. Aconselhamos a apanhar primeiro a estrada E55 que bordeia o litoral ocidental da região para chegar a norte da cidade de Patras, a uma hora e meia de distância de Olímpia. Patras é a maior cidade do Peloponeso e a terceira maior da Grécia, um autêntico centro comercial, administrativo e cultural do ocidente heleno. É considerada a "Porta do Oeste" do país, graças ao seu concorrido porto com ligações a Itália, às Ilhas Jónicas a toda a Europa Ocidental no geral. Apesar dos seus milénios de história, a verdade é que Patras é uma cidade muito jovem e dinâmica por se tratar de um importante polo universitário. Não deixe de visitar a Catedral Ortodoxa de São André, o Odeão Romano e o Castelo de Patras, os principais pontos de interesse do seu notável património monumental. A sua oferta de museus também não fica nada atrás.Destacam-se o Museu Arqueológico e o Museu Folclórico. Regresse à estrada e dirija-se para norte, para atravessar a famosa e gigantesca Ponte de Charilaos Trikoupis, o símbolo da Patras moderna. Construída para os Jogos Olímpicos de Atenas de 2004, junta as localidades de Rion e Antirrio, já na península grega, e é a porte de entrada norte para o Peloponeso. Na verdade, é o único acesso à península por estrada, junto ao istmo de Corinto. É formada por 3 pontes que se estendem sucessivamente com uma longitude total de 2.883 metros!É a maior ponte suspensa do mundo. Depois de a atravessar, dirija-se à localidade de Arta, que se encontra a uma hora e meia de distância de carro para norte, a partir de Antirrio, e que se situa mesmo do outro lado da Ponte Charilaos Trikoupis. Arta ergue-se sobre a célebre cidade de Ambrácia, fundada por Ámbrax, neto do lendário Hércules, e situa-se a apenas 15 quilómetros do Golfo de Arta, também conhecido como Golfo de Ambrácia ou Mar de Amvrakikos. Rodeada de oliveiras e laranjais, é conhecida pela sua ponte antiga sobre o rio Áranthos, uma construção elegante do século XVII, composta por quatro arcos grandes e quatro mais pequenos (criados para facilitar a passagem da água durante as cheias), e que esconde uma lenda obscura. Diz-se que o arquiteto responsável pela sua criação utilizou o cadáver da sua mulher para reforçar o cimento. No centro da cidade, ergue-se a imponente Panagia Paregoretissa, uma igreja bizantina do século XIII em forma de cubo, coroada por seis cúpulas e uma delicada decoração interior. Também se destacam as igrejas de Agios Basilios, com as suas coleções de cerâmica, e a de Agia Teodora, que guarda a sepultura do imperador bizantino Miguel II. Conta também com diversos e interessantes sítios arqueológicos onde pode contemplar, entre outros vestígios, um teatro romano do século III a.C. e um templo dedicado a Apolo. A uma hora a norte de Arta, situa-se a bonita cidade de Janina (Ioanina), onde irá passar a noite. Na animada Platía Pirrou, uma praça ampla e cheia de vida, e na Platía Dimokratías (Praça da República), tem a possibilidade de provar a deliciosa cozinha de Janina, à base de salsichas e assados, uma herança da época de domínio otomano. Alojamento em Janina.

Janina - Métsovo - Metéora

Dia 8: Hoje de manhã, partimos de Janina para leste, em direção ao interior do país. Temos 2 horas de viagem pela frente até chegar a Kalambaka, a porta de entrada para a região de Metéora. A meio do caminho, recomendamos que faça uma paragem na localidade de Metsovo, que fica no sopé do Monte Pindos. Rodeada de bosques centenários e uma natureza admirável, trata-se de um destino popular para a prática de atividades de Ecoturismo como caminhadas, visitas ecológicas guiadas, montanhismo e muito mais. Existe também uma pequena estação de esqui, Karakoli, sobre o mesmo Monte Pindos, cujas instalações preparadas para o inverno são ideais para famílias e turistas que procuram a tranquilidade. Metsovo conta também com outros pontos de interesse como a igreja de Agía Paraskeví, onde se destaca o seu interior profusamente trabalhado e decorado; o Mosteiro de São Nicolau, com as suas paredes cobertas de frescos dos séculos XVI e XVII e a atual sede de um museu de ícones do século XIV; o Museu de Arte Popular, situada na mansão Tositsa, onde poderá admirar o seu interior repleto de divisões revestidas em madeira talhada e decoradas luxuosamente com tapetes, bordados, ourivesaria, cobres de qualidade e ícones; e o Museu Averoff, dedicado a Georgios Averoff, o célebre benfeitor e filantropo grego. Não hesite em provar os famosos queijos locais, o Metsovone e o Metsovela, e em levar algum bordado típico ou quadro em madeira como recordação. Quando estiver pronto, continue a sua viagem para Kalambaka. Esta cidade é conhecida pelas duas dezenas de mosteiros medievais que foram construídos numa curiosa e elevada formação rochosa que protege a cidade. Ao olhar para eles, até parecem flutuar nas nuvens! Uma imagem que, só de olhar, o deixará de boca aberta, pois é difícil imaginar como terá sido possível a construção desta obra arquitetónica naquele local e naquela época. Tal construção seria ainda mais impossível, já que sabemos que apenas se poderia aceder a esta zona através de andaimes, escadas ou com um sistema de cordas e roldanas. Um lugar único ao olhar do turista, como se fosse um sonho isolado do mundo. Algo considerado normal, se tivermos em conta que foram construídos para se protegerem dos ataques turcos. Obviamente que é um lugar de recolhimento e de meditação. Ainda antes do século X a.C., já viviam aqui eremitas nas cavidades das rochas, onde criaram pequenas salas de oração para rezarem. Talvez seja por isso que esta montanha é considerada uma pequena cidade-mosteiro desde há séculos. Destes, apenas treze mosteiros ainda permanecem de pé, sendo apenas possível visitar seis. No seu conjunto, combinam a beleza natural e a espiritualidade de forma sublime, fazendo igualmente parte da lista de Património da Humanidade da UNESCO. O maior de todos os mosteiros é o Grande Meteoro ou Mosteiro da Transfiguração. O seu interior é decorado com frescos, tapeçarias e gravuras, albergando um pequeno museu repleto de manuscritos antigos, livros e objetos de arte sacra. É igualmente o mosteiro mais alto, já que se encontra a 415 metros de altura. Para aceder a ele, é necessário atravessar um túnel escavado nas rochas! Para se chegar ao Mosteiro de Agia Triada ou da Santíssima Trindade (séc.XIV), é preciso subir cerca de 140 escadas igualmente escavadas nas rochas. Para isso é necessário estar em forma.Contudo, irá sentir-se privilegiado, pois terá vistas únicas sobre Tessália, no meio da imensidão do horizonte. No seu interior encontram-se mais monumentos, como o mosteiro de Agios Stefanos ou Santo Estevão.Trata-se de um centro religioso de mulheres, onde é cultivada a música bizantina e a pintura hagiográfica, que reflete a história da vida dos santos. A partir do mosteiro de Roussanou terá acesso a umas vistas fabulosas sobre o vale e sobre os outros mosteiros, tal como acontece a partir do miradouro de Psaropetra. Uma paisagem repleta de penhascos majestosos, que valem a pena admirar devido à sua grande beleza. A forma mais interessante de chegar ao mosteiro é a pé, pois será apenas desta forma que passará pela pitoresca povoação de Kastrani e desfrutará das paisagens dos caminhos e das escadas esculpidas nas rochas. Deverá estar preparado e levar bastantes mantimentos, caso decida optar por este percurso, pois o percurso possui subidas e descidas íngremes antes de chegar ao destino final. (Nota. Se preferir chegar à zona dos mosteiros de forma mais confortável, então é possível fazer o percurso de carro, já que todos os mosteiros estão ligados à estrada. Apenas terá de ter em consideração que vai passar muitas horas a visitá-los e que, para além disso, cada mosteiro encerra num dia da semana diferente.Desta forma, não poderá ver o interior de todos de uma só vez. Consulte os horários antes de iniciar o itinerário. A roupa que leva também é muito importante. Tanto as mulheres como os homens deverão tapar os ombros e as pernas). Quando terminar esta visita maravilhosa e vibrante, poderá descer até Kalambaka para jantar e descansar. Alojamento em Kalambaka ou na região.

Metéora - Veria - Pela - Tessalónica

Dia 9: Depois de deixar as planícies de Tessália, hoje vai entrar na região da Macedónia, que ficará para a história como a pátria da personagem grega mais importante de todos os tempos, Alexandre Magno. A primeira paragem é na cidade de Veria, a duas horas e meia de distância para noroeste a partir de Kalambaka. Antes de chegar a Veria, recomendamos que faça uma paragem durante o caminho para esticar as pernas, uma vez que não convém conduzir durante mais de duas horas seguidas. Quando chegar a Veria, prepare-se para admirar a impressionante herança bizantina que guarda esta localidade da Macedónia Central, uma cidade florescente após a morte de Alexandre e ao longo da Época Romana e da Idade Média. É conhecida como a "pequena Jerusalém", graças à sua meia centena de igrejas bizantinas, a maioria pequenas basílicas de tetos de madeira decoradas com bonitas imagens. Irá encontrá-las dispersas pelas ruas estreitas da cidade antiga ou a aparecer nas estradas principais. Se quiser saber um pouco mais sobre a sua história e segredos, deverá visitar o Museu Bizantino e o sítio arqueológico de São Patapios. A apenas uma hora a noroeste de Veria, surge Pela, a antiga capital do reino da Macedónia e onde habitaram nomes tão ilustres como Eurípides, Filipe II, o seu filho e herdeiro Alexandre Magno, e Aristóteles, que foi seu mentor. Entre os pontos de interesse de Pela, encontra-se a via Egnatia, um antigo caminho romano do século II a.C., as ruinas dos seus anos dourados (que correspondem ao período macedónico), entre as quais se destaca a ágora, os santuários e os cemitérios, e os seus belos mosaicos, e o Museu Arqueológico de Pela, inaugurado em 2010 e que fica a noroeste do sítio arqueológico. Depois de ficar a conhecer a histórica rica da antiga capital da Macedónia, chegou a altura de voltar à estrada e pôr-se a caminho de Tessalónica (Thessaloniki), a segunda maior cidade da Grécia, logo a seguir a Atenas. A Platía Aristotelous, com a sua curiosa forma de garrafa, é a praça principal de Tessalónica e está repleta de dezenas de esplanadas e restaurantes. É o centro social da cidade e ponto de encontro da cidadania, pelo que irá encontrar um ambiente animado, tanto de dia como à noite. Muito perto encontra-se a zona de Ladadikia, onde irá encontrar também numerosas tabernas e ouzarias, assim como na zona de Aretsou e Nea Krini, que se especializam em receitas de peixe fresco e marisco. Devido à sua localização geográfica, a cidade foi uma ponte entre o leste e o oeste, e a sua gastronomia combina o melhor destes dois mundos. Os seus pratos mais famosos são o "souvlaki", carne de porco envolvida em pão pita, o "mpougatsa", a sua popular bola recheada de queijo, o "samali", um doce feito de amêndoa e farinha, e o "ouzo", a tradicional bebida local. Se quiser aproveitar a noite de Tessalónica, dirija-se ao boulevard Nikis (atrás do porto), ou aos arredores da famosa Torre Branca.Ambos estes locais estão repletos de bares e discotecas para dançar. Alojamento em Tessalónica.

Tessalónica

Dia 10: É surpreendente que Tessalónica esteja na sombra do esplendor de Atenas, uma vez que se trata de uma cidade cosmopolita e dinâmica, cujo encanto histórico, cultural e patrimonial não fica nada atrás da capital grega. Situada nas margens de uma bonita baía do Mar Egeu, a melhor forma de aproveitar Tessalónica é a passear pelas ruelas do bairro amuralhado turco de Kastra, e pelo passeio marítimo, onde poderá contemplar pores-do-sol magníficos. Tessalónica tem vários monumentos de grande interesse, mas não se preocupe porque tem o dia todo de hoje para os descobrir ao seu ritmo. O mais emblemático é a Torre Branca, que foi construída em 1430 como parte das antigas muralhas da cidade, destruídas em 1866. Recebeu este nome porque, depois de recuperar a cidade aos otomanos, o exército grego pintou-a de branco, como símbolo de purificação. Outro dos seus grandes ícones é o Arco de Galerius, construído em finais do século III para comemorar a vitória do exército romano sobre os persas do Império Sassânida. Entre o seu imenso património, Tessalónia tem vários monumentos declarados Património da Humanidade pela UNESCO: Agia Sofía (Igreja de Santa Sofia), que data do século VIII e é um dos melhores exemplos de arquitetura bizantina que pode ver na Grécia graças aos seus ícones e mosaicos de ouro; a Rotunda, que foi, na sua origem, um templo romano dedicado a Zeus e que, após a conquista otomana, foi transformado numa mesquita, altura em que foi construído o seu minarete; e Panaghia Chalkeo, uma igreja bizantina muito bem conservada e construída no século XI que guarda no seu interior frescos e pinturas impressionantes datados dos séculos XI ao XIV. Numa localidade que esteve integreada no Império Otomano ao longo de mais de quatro séculos, os seus pontos de interesse não podiam deixar de incluir os banhos turcos. Chamados de Bey Hamam, datam de meados do século XV e são considerados os banhos turcos melhor conservados que ainda restam em toda a Grécia. Perante tantas coisas magníficas, é normal que Tessalónica tenha uma grande oferta de museus, onde se destacam o Museu da Cultura Bizantina (eleito o melhor museu da Europa em 2005) e o Museu Arqueológico, com uma coleção que abrange quase três mil anos de história da cidade. Mas Tessalónica é mais do que o seu legado monumental, uma vez que também é um importante destino de compras. As vias mais comerciais são as ruas Tsimiski e Egnatia, onde poderá encontrar lojas das marcas de maior sucesso mundial. Além disso, o centro está repleto de pequenos mercados e bancadas onde poderá comprar alguns dos produtos mais típicos de Tessalónica, tais como tapetes, peças de cerâmica, azeitonas, azeite e o licor "ouzo". Alojamento em Tessalónica.

Tessalónica - Volos

Dia 11: Praticamente todo o percurso de carro neste dia realiza-se ao longo da costa oriental grega, banhada pelo Mar Egeu, o que lhe irá permitir admirar belas paisagens que certamente o levarão a parar várias vezes para as imortalizar com a sua máquina fotográfica. Recomendamos que faça a sua primeira paragem em Díon, a uma hora de distância em direção a sudeste a partir de Tessalónica. Situada no sopé do imponente Monte Olimpo, esta era a cidade sagrada dos macedónios onde tanto Filipe II como Alexandre Magno celebraram as suas vitórias com sacrifícios fabulosos a Zeus. O sítio arqueológico de Díon foi descoberto em 1806 e, desde aí, foi alvo de escavações intermitentes que revelaram uma riqueza monumental digna de ser visitada. Entre os seus muitos tesouros encontram-se as ruínas de templos dedicados a Zeus, Deméter e até à deusa egípcia Isis, uma vez que os gregos sempre sentiram uma grande admiração pela cultura egípcia, que já era considerada antiga na época de maior esplendor dos gregos. O sítio arqueológico fica nos arredores da atual localidade de Díon, com os seus vestígios dispersos pelo campo ou parcialmente escondidos nas árvores do bosque, sendo que uma grande parte dos mesmos se encontra submersa num lago. Uma experiência inesquecível. Na própria localidade de Díon irá encontrar numerosas lojas de produtos naturais como mel e doces, todos ecológicos e naturais. Já para não falar das vistas para o Monte Olimpo, o lar dos deuses na mitologia grega, que domina, silencioso e magnífico, toda a região. Se tiver tempo, não hesite em explorar esta Reserva da Biosfera da UNESCO, a montanha mais alta da Grécia e a segunda maior dos Balcãs com 2.919 metros de altura. A uma hora e meia para sul, no sopé do Monte Pelion (a morada de Quíron, o Centauro), encontra-se a cidade de Volos, um dos maiores portos comerciais da Grécia. Está construída por cima do local da antiga cidade de Iolkós, local de onde partiu a expedição de Jasão e os Argonautas em busca do mítico Tosão de Ouro, e trata-se de uma cidade que oferece aos visitantes opções muito variadas. Além das suas ruínas e do seu Museu Arqueológico, irá encontrar uma das praias urbanas mais famosas do país, rodeada pelo conhecido passeio marítimo dos Argonautas onde se encontra a fantástica escultura de Argo, o verdadeiro símbolo da localidade, assim como uma réplica contemporânea do lendário barco de Jasão. Este famoso paredão é o local ideal para jantar, uma vez que se encontra repleto das famosas tabernas "tsipurádika" de Volos, onde poderá provar as tradicionais "mezedes", aperitivos de peixe e marisco acompanhados com "tsípuro", a aguardente local. Alojamento em Volos.

Volos - As Termópilas - Delfos

Dia 12: O destino da Rota de hoje será um dos mais belos e mágicos da viagem: Delfos. Ao contemplar o seu apelativo encanto, certamente que concordará com os antigos gregos que afirmavam que aqui se situava o centro do mundo. Antes de chegar a Delfos, recomendamos que se desvie ligeiramente do caminho para descobrir um dos locais mais conhecidos da Europa Ocidental: o caminho das Termópilas. Quando chegar à cidade de Lamia, situada a uma e meia de distância a sul de Volos, irá encontrar o desvio para o local militar mais famoso da história da Grécia. Poderá estacionar o carro no estacionamento que fica um pouco antes do desfiladeiro, que se chama Thermopiles Parking Lot. Continue a pé para explorar o local onde o mítico rei Leónidas e os seus 300 espartanos, juntamente com os contingentes de Tebas e Tespia, enfrentaram o monstruoso exército persa que pretendia conquistar o território grego. Antigamente, era um desfiladeiro estreito entre o mar e o monte Kalidromo, mas atualmente é uma planície atravessada por uma estrada que une Atenas a Salónica. Para comemorar aquela batalha heroica contra o invasor persa, foi construída uma estátua de Leónidas e outra dedicada aos téspios (os tebanos lutaram sob as ordens de Leónidas, enquanto que os guerreiros de Téspia se juntaram aos espartanos por vontade própria), que combateram nas Termópilas até ao último homem. Por baixo das efigie do rei espartano, pode ler-se a sua famosa frase "Moloon labé" ("vinde buscá-las"), a resposta que Leónidas terá dado ao mensageiro persa que lhes pediu que baixassem as suas armas. Do outro lado da estrada, no montículo onde se diz que caíram os últimos defensores do caminho, havia uma placa que dizia: "Caminhante, vê e diz aos espartanos que os seus filhos caíram no cumprimento da sua lei". Uma visita imprescindível. Volte à estrada e dirija-se a sul para a maravilhosa Delfos, outros dos locais chave da Grécia Antiga, numa viagem que demora aproximadamente uma hora e um quarto. À magia que este fantástico lugar irradia deve-se acrescentar o mérito sobre a magnífica reconstrução que nele foi efetuada. A primeira dica será a utilização de calçado confortável, visto que Delfos se encontra junto a uma montanha, sendo que o percurso pela sua área arqueológica possui algumas partes mais íngremes. Uma vez em Delfos, poderá adquirir um mapa ou contratar um guia que fale o seu idioma. A cidade possui lugares únicos, como o Templo de Apolo, que albergava o famoso Oráculo de Delfos no seu interior. É a origem das Pitonisas, que, no seu apogeu, reunia dezenas de sacerdotisas que adivinham - ou que pelo menos tentavam adivinhar - o futuro. Uma presença imponente é a do Teatro, muito bem conservado, que oferece vistas magníficas e possui uma capacidade para cerca de 5000 pessoas, tal como o Estádio, que chegou a ter 7000 pessoas a assistir a eventos desportivos. A visita à área arqueológica poderá demorar um dia.Por isso, aconselhamos que selecione tudo o que deseja ver e que guarde algum tempo para conhecer a parte natural de Delfos. Não é a parte mais turística da região, mas é muito interessante. Aqui se destaca, sobretudo, a parte montanhosa de Agioi Pantes, que é acessível por estrada e que oferece uma vista panorâmica de cidades litorais como Itea e Galaxidi. Estas são duas localidades a que poderá aceder facilmente com o seu automóvel de aluguer, já que se situam na mesma baía. Saboreie a deliciosa gastronomia grega, sentado numa das suas esplanadas em frente ao mar. E não se esqueça de definir um lembrete, pois é obrigatório desfrutar de um dos bares panorâmicos de Delfos ao pôr-do-sol. Para jantar, tem à sua disposição um amplo leque de opções. Entre as receitas típicas que irá encontrar nas "tavernas" de Delfos, incluem-se o "soutzoukákia", um guisado à base de almôndegas e arroz com molho de tomate; o "taramasalata", um molho de ovas de peixe que se come com pão e tempera com azeite, cebolas e sumo de limão; e a "souvlákia", uma sandes de carne de carneiro e de porco. Acompanhe o seu jantar com "Retsina", um vinho branco com um sabor muito característico, ou uma cerveja refrescante "Fix", a mais popular da Grécia. Alojamento em Delfos ou na região.

Delfos - Mosteiro de Osios Loukás - Tebas - Atenas

Dia 13: A 45 minutos a leste de Delfos, sobre o Monte Helikonas, ergue-se um dos mosteiros bizantinos mais bonitos e visitados de toda a Grécia, inscrito no Património da Humanidade da UNESCO desde 1990. Desde que foi aberto, a atividade monástica nunca foi interrompida e, por isso, já há um milénio que protege a rica liturgia greco-ortodoxa e os fabulosos cantos bizantinos tradicionais. Dedicado a São Lucas e local onde se guardam os seus restos mortais, foi construído em 1011 e o seu plano octagonal tornou-se numa referência da arquitetura bizantina tardia. É conhecido mundialmente pelos seus mosaicos sobre um fundo dourado do século XI, pelas suas pinturas e pela sua decoração refinada, como pisos de mármore, jaspe e pórfido. Não fique surpreendido com os canhões que são expostos no edifício, apesar de se tratar de um templo ortodoxo, uma vez que este foi o cenário de uma grande batalha nos tempos do Império Otomano. Dedique algum tempo a admirar esta joia que, além de tudo o resto, se situa numa paisagem de grande beleza natural, dominada por extensos olivais que produzem um dos melhores azeites ecológicos do Mediterrâneo. Quando estiver pronto, continue a sua viagem até à histórica cidade de Tebas, situada a pouco mais de uma hora em direção a leste a partir de Osios Loukás. Localidade natal do célebre herói Héracles, o Hércules da mitologia romana, foi durante alguns anos uma potência hegemónica da Grécia Antiga, desde a sua vitória contra o poderoso exército de Esparta e até à chegada de Alexandre Magno, que arrasou completamente a cidade. No seu Museu Arqueológico, poderá contemplar numerosos vestígios de grande valor histórico, como é o caso das esculturas da época arcaica, estelas da idade clássica e sarcófagos do período micénico, assim como a torra de Saint Omer, a única parte que se conserva de uma fortaleza medieval destruída pelos almogávares catalães no ano de 1311. Outros pontos de interesse turístico incluem o palácio micénico chamado "Kadmeo", as ruínas do Templo de Apolo Ismenio, os restos das sepulturas dos filhos de Edipo, o sítio arqueológico de Platea, o Troféu de Epaminondas, a fonte de Dirce e a zona do porto de Sifai, onde, nos seus estaleiros, foi construída a embarcação Argo para a famosa odisseia dos Argonautas. E, claro, os vestígios deixados pelo seu passado bizantino que se encontram em bonitas igrejas que protegem ícones e imagens sagradas impressionantes. Agora, só falta regressar a Atenas, onde irá chegar depois de percorrer um percurso cómodo de uma hora de carro. De volta à capital, poderá dedicar o resto do dia a visitar os locais que considerar imprescindíveis, como a Academia de Platão ou o Parque de Nea Filadelfia. Poderá igualmente subir até ao bairro de Kolonaki e visitar dois museus interessantes, o Museu Benaki e o Museu Bizantino. Um dos nossos bairros favoritos é o de Anafiótica. Passear por este bairro é como passear por uma típica ilha grega, com as suas casinhas brancas repletas de plantas. Já no bairro de Exarchia, os protagonistas são os jovens e a arte de rua. É o local onde vivem os estudantes atenienses e é uma zona boémia, onde cada grafíti é arte urbana pura. Em seguida, poderá subir a colina de Filopappos. Este é o local com uma das melhores vistas para a Acrópole e para toda a cidade. Certamente que já as terá visto em inúmeros postais da Grécia, tendo chegado a sua hora de as contemplar ao vivo. À noite, dê um passeio por Gazi, o bairro mais animado de Atenas. Aqui, irá encontrar bares, restaurantes e discotecas, onde a diversão é garantida. Alojamento em Atenas.

Atenas - Cidade de origem

Dia 14: Apresentação no aeroporto com tempo suficiente de antecedência para devolver o carro alugado e voo de regresso à cidade de origem. Chegada. Fim da viagem e dos nossos serviços.

A sua viagem inclui

  • Voo de ida e volta.

  • Estadia no hotel seleccionado em Atenas.

  • Regime seleccionado em Atenas.

  • Estadia no hotel seleccionado em Nafplio.

  • Regime seleccionado em Nafplio.

  • Estadia no hotel seleccionado em Kalamata.

  • Regime seleccionado em Kalamata.

  • Estadia no hotel seleccionado em Olímpia.

  • Regime seleccionado em Olímpia.

  • Estadia no hotel seleccionado em Janina.

  • Regime seleccionado em Janina.

  • Estadia no hotel seleccionado em Kalabaka.

  • Regime seleccionado em Kalabaka.

  • Estadia no hotel seleccionado em Salonica.

  • Regime seleccionado em Salonica.

  • Estadia no hotel seleccionado em Vólos.

  • Regime seleccionado em Vólos.

  • Estadia no hotel seleccionado em Delfos.

  • Regime seleccionado em Delfos.

  • Aluguer de carro.

  • Seguro de viagem.

A sua viagem não inclui

  • Taxas de alojamento em Grécia é paga localmente no hotel.

  • Possibilidade de pagamento de portagens.

Opiniões O Grande Percurso da Grécia Clássica

Antonio Banos

Las visitas culturales

Josep Savall

Calidad hoteles

Cedric Tisserand

Le parcours est très bien. Juste un bémol sur Surprice la société de location de voitures. Je déconseille vivement de les utiliser. Ils ont refusé de prendre m'a carte Visa Infinite et m'ont obligé à prendre une assurance chez eux avec un surcoût de 500 euros.

Hortensia Santiago

El viaje ha resultado según lo contratado.Muy bueno. Quiero dar las gracias a Miguel Angel que nos aconsejo con una paciencia exquisita y nos ayudó en todo . Nos devolvió todas nuestras llamadas y nos resolvió todos los problemas. El alquiler de coche resulto muy bien pero la empresa contratada no tiene oficina en el aeropuerto de Atenas y nos costó mucho saber qué teníamos que localizar a una persona con un cartel en el que se identificaba.Creo que es fundamental que lo sepan los próximos viajeros. Lo demás perfecto. Muchas Gracias...sobre todo al tour operador ( Miguel Angel)

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Notas importantes

  • Os quartos triplos em Europa são geralmente quartos com duas camas individuais ou uma de casal, nos quais se instala uma cama extra para a terceira pessoa, com os inconvenientes que isso implica, por essa razão, desaconselhamos o seu uso na medida do possível.
  • A hora de entrada no hotel no dia da chegada depende de cada estabelecimento, mas em caso algum será antes das 15h00, salvo indicação em contrário.
  • As excursões e visitas sugeridas para cada dia são indicativas, podendo o turista personalizar a viagem de acordo com o seu programa, gostos e necessidades.
  • O cartão de crédito é considerado uma garantia, pelo que, por vezes, o seu uso é imprescindível para se registar nos hotéis.
  • Normalmente os hotéis dispõem de berços para bebés. Caso contrário, terão de dividir cama com um adulto.
  • Para a recolha do automóvel de aluguer é necessário um cartão de crédito (não de débito) em nome do titular da reserva, que também deve ser o principal condutor do veículo.
  • Consulte a documentação necessária para entrar os destinos visitados e para trânsito nos países onde são feitas escalas aéreas.