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Curiosidade|O mergulho mais original na Riviera Maya

O mergulho mais original na Riviera Maya

Nem tudo é praia no Yucatan. Se quer dar um mergulho, venha a um refrescante cenore, uma viagem à época mais através destes buracos sagrados.

Mayte
Texto de:
Mayte
Publicado a:
08/08/2014 13:01:40
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Banhar-se num cenote é uma dessas experiências a viver antes de passar a outra vida, apesar de que, paradoxalmente, na civilização maia ninguém saísse vivo dali. Diferentes estão já estas incríveis cavidades de água formadas no solo da Riviera Maya desde que serviram para os maias como lugares sagrados onde atiravam sacrifícios humanos para que o deus da chuva os premiasse com uma boa colheita. Agora os cenotes estão a eclipsar as afamadas praias da Riviera Maya porque se têm vindo a converter na opção mais atractiva para refrescar-se e entrar plenamente na cultura pré-colombiana.

Submergir-se nestes buracos é algo como protagonizar essa viagem ao centro da terra que imaginou Júlio Verne no seu mítico romance. Aqui é possível mergulhar literalmente num buraco escuro de profundidade incerta que, através de galerias, tem ligação com outros cenotes situados a quilómetros de distância, que por sua vez vão dar ao mar. Os raios oblíquos de luz turquesa que entram pela boca do cenote criam uma dimensão diferente à de fazer mergulho no mar, enquanto peixinhos fazem cócegas nos pés e as grosas estalactites e estalagmites erguem-se à sua passagem como lanças primitivas.

Na abóboda estão penduradas raízes de árvores gigantes que adaptam a forma de alegres grinaldas e um leve aroma a amoníaco revela que os morcegos dormem nos seus tectos de cabeça para baixo.

Dentro de um cenote praticamente não há corrente que agite as suas águas. Assim a transparência é perfeita. Olhar para baixo quase provoca vertigens porque não se vê a profundidade. Se de repente notar que a água está mais fria quer dizer que já desceu mais de 10 metros. Por um momento irá imaginar que está mais perto dos aluxes, esses pequenos seres traquinas, guardiões da selva, a quem os maias pediam autorização para caminhar pelas suas terras.

Na península de Yucatan há mais de 6.000 misteriosos olhos de água chamados cenotes, apesar de haver apenas cerca de 2.000 registados. Não são os únicos do mundo mas sim os mais especiais pela mitologia que os envolve: o maias pensavam que eram a porta para Xibalbá, o além. Actualmente são um dos principais centros mundiais de mergulho, apesar de também ser possível banhar-se ou praticar snorkelling.

Antes de escolher um cenote para mergulhar tenha em conta que há cenote de diferentes tipos, em função da sua ‘idade’. Os cenotes mais recentes ainda são cavernas fechadas ou semi-fechadas com obscuras abóbodas que não permitem ver a cor turquesa das suas águas. Apenas acede um tímido raio de sol através duma pequena abertura, recriando assim a imagem mística da luz atravessando as suas águas obscuras como um desenho vivo da famosa representação de Deus na terra. Impossível não querer presenciar com os seus próprios olhos.

Por outro lado, os cenotes mais antigos, como o de Chichén Itzá, não têm tecto e estão abertos ao céu como uma piscina natural em plena selva. São menos atractivas mas algumas têm lendas truculentas que os seus habitantes lhe contarão.

Ainda hoje os descendentes dos maias levam a cabo rituais nestes cenotes. Como a ancestral cerimónia de Ch’a-chak, um culto de origem agrícola para suplicar chuvas. Também servem de lugar de reunião para os artesãos dos famosos chapéus Panamá, já que é mais fácil manusear a frágil fibra da planta de jipijapa, graças à humidade que conservam estas covas.

Contudo, existe o receio de que a atracção massiva de turistas propicie especulação e excesso de exploração possam levar à perda do seu encanto natural. Luzes de neon e construções de gosto duvidoso à sua volta alteram a sua beleza. Os cenotes mais populares contam com algum tipo de instalação turística (casa de banho, balneário, restaurante) e o preço de entrada poderá variar entre os 5 e os 200 pesos. Estes são alguns dos mais interessantes:

Se está em Valladolid (estado de Yucatan) é fácil ir até ao cenote Zaci, situado num parque onde também há casas tradicionais de pedra e telhado de palha. Está bastante aberto e apesar das suas águas poeirentas tem muito encanto.

Mais tentador mas menos acessível é o cenote Dzitnup, a sete quilómetros de Valladolid. Perfeito para um banho, comum uma enorme formação de pedra calcária e estalactites no tecto. No outro lado da estrada encontramos o cenote Samula, uma fantástica gruta com um tanque e raízes de álamo que caem do tecto.

Em Tulum (Quintana Roo) o cenote Angelita brilha com luz própria, especialmente pela estranha e única capa de sulfuro de hidrogeno que enturva as suas águas. Mas a imersão neste espectacular cenote apenas está recomendada para mergulhadores com muita experiência.

Na estrada a sul de Playa del Carmen (Quintana Roo) há uma série de cenotes que podem ser visitados e quase sempre estão abertos a banhos por poucos pesos. Entre eles, o melhor é o cenote Cristalino, muito bem cuidado. Está rodeado por um mangal e tem um prancha de saltos.

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